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Após polêmica e repercussão, Prefeitura de Euclides da Cunha decide recuperar cobertura do Centro de Abastecimento

Há cerca de quatro meses, uma parte da cobertura do Centro de Abastecimento de Euclides da Cunha cedeu e, desde então, comerciantes e clientes têm sido obrigados a conviver com situações desconfortantes.

Os problemas enfrentados estimularam comerciantes e clientes a denunciarem o caso nas redes sociais. Na Câmara Municipal, vereadores da bancada de Oposição cobraram diversas vezes uma intervenção do prefeito. Da bancada da situação, alguns vereadores afirmavam que a obrigação de reparar os danos não era do município, mas do Governo do Estado.

Quando chove, local fica alagado e dificulta trânsito de pessoas e comércio de carnes.

Enquanto a discussão avançou sem gerar resultados favoráveis para os prejudicados, a situação se agravou ainda mais. “Quando a chuva vem é uma correria para proteger as mercadorias. Os clientes correm para as alas que estão cobertas, então o pessoal que trabalha nessa ala que está descoberta está sendo muito prejudicado. Alaga tudo isso aqui, o piso fica todo alagado, mais ou menos dois centímetros de água, então as pessoas estão trabalhando com bota sete léguas, bota de borracha, porque se não passa o dia todo com o sapato encharcado. Isso é gravíssimo”, descreve com detalhes para a reportagem do Resenha Local Josivaldo Oliveira da Silva, presidente da Associação dos Comerciantes de Carne de Euclides da Cunha.

Em todo o Centro de Abastecimento Joaquim Matias de Almeida trabalham 116 famílias. No saguão onde houve o problema, 32 barracas que atuam com a comercialização de carnes estão sendo prejudicadas. “Os magarefes trabalham de forma triste porque a situação é terrível. O comércio diminuiu bastante porque o cliente não vai vir pra se molhar, pra comprar um quilo de carne sabendo que no centro da cidade existem vários frigoríficos que não estão com esse problema”, lamenta Josivaldo.

A Prefeitura colocou três toldos no local para amenizar o problema, mas, segundo os comerciantes, insuficiente devido à quantidade de barracas expostas, tempo de espera e quantidade de chuva. Ainda segundo o presidente da associação, no dia 17 de junho, quando ocorria mais uma feira livre, a Prefeitura retirou os toldos e só devolveu ao local uma semana depois. “Você chega aqui cinco horas da manhã, tem pessoas com 60 anos que trabalha vendendo vísceras e já está toda molhadinha, então é triste. Os clientes chegam e ficam abismados com o descaso do poder público, porque já vai se entender pra quatro meses. Isso é um absurdo, espero que o prefeito coloque a mão na consciência, se esforce e procure uma solução para o momento”, completa Josivaldo.

Segundo Josivaldo (foto), apenas parte externa do telhado havia sido comprometida, mas que a Prefeitura decidiu retirar também na parte interna.

Nós informamos a ele que a Prefeitura publicou no dia 29 de junho um aviso de licitação para contratar uma empresa para fazer a reforma do local. Ele comentou a publicação. “Nós tivemos uma reunião com o prefeito no início de maio e como ele falou que era em regime de urgência esse edital ia sair, no máximo, em 20 dias, e que a empresa já ia iniciar o trabalho, só que nós já estamos no início de julho e até o momento a associação não houve nenhum comunicado por parte da Prefeitura. Se isso aconteceu, eu acho até que é bom, mas a associação está desacreditada do poder público de Euclides da Cunha, porque nós nos mobilizamos, procuramos o prefeito de Euclides da Cunha, ele nos recebeu muito bem, prometeu e não cumpriu, então nós estamos sem fé”, explica.

Nós entramos em contato com o secretário municipal de Obras, Infraestrutura e Meio Ambiente, José Raimundo Moura da Costa (Zezão), que informou que a demora na publicação da licitação se deu devido aos trâmites burocráticos, e que a Prefeitura vai, por meio da empresa que vencer a disputa, fazer a substituição de todo o telhado de cerâmica por um mais apropriado, menos pesado. Em relação à retirada dos toldos no dia 17 de junho, o secretário informou que a empresa proprietária necessitou das estruturas e que a Prefeitura não teve como impedir. A previsão é de que a reforma seja concluída 60 dias depois de iniciada a obra, informa o secretário. A empresa executora será escolhida dia 17 de julho.

Com as atividades comprometidas, os magarefes, como são conhecidos os comerciantes de carne, vão tentando, mesmo debaixo d’água, manter viva as esperanças. “Aqui na associação só tem pessoas de bem, tem pessoas que trabalham aqui há 45 anos no comércio de carne, então 45 anos já criou os filhos, estão criando os netos. O que se espera é que o poder público se sensibilize com isso e que haja essa parceria”, finaliza Josivaldo, enquanto mostra para a reportagem do Resenha Local a estrutura danificada e relata os prejuízos acumulados.

Nós também contatamos a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano para falar sobre o assunto mas até o fechamento da matéria não recebemos a resposta como foi prometido.

Resenha Local

 

 

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